Densidade em Hong Kong
Em 2012, o jornal The Economist divulgou um ranking das “Cidades mais habitáveis do Mundo”, sendo que Hong Kong foi uma das cidades no topo da lista. O que muitas pessoas não sabem, no entanto, é que existe uma percentagem de residentes de Hong Kong a viver em condições lamentáveis.
Graças a razões históricas, políticas e geográficas, apenas 24% das terras de Hong Kong estão desenvolvidas. 76 quilómetros quadrados de terra são desenvolvidos para uso habitacional, o que ocupa apenas 6,8% da área total da terra. Devido à alta densidade populacional causada por estes limites, mais de 7 milhões de pessoas vivem em arranha-céus habitacionais. Há um total de 6600 arranha-céus em toda a Hong Kong, superando os 5800 edifícios de Nova Iorque.
Como tentativa de aumentar a consciência das questões de habitação inadequada, bem como a percentagem de pessoas que sobrevivem em espaços extremamente pequenos, a SoCo desenvolveu esta campanha fotográfica que mostra uma vista área dos apartamentos sobrelotados. De acordo com a SoCo, mais de 100,000 pessoas vivem nestes pequenos cúbiculos. Os apartamentos têm como média 3 metros quadrados, criados através de uma divisão de apartamentos já pequenos em unidades ainda menores. Cada fotografia destaca os indivíduos e famílias, em conjunto com os seus pertences, que sobrevivem nestas condições extremas.
Ainda relacionado com este tema, o fotógrafo alemão Michael Wolf completou duas colecções fotográficas: Architecture of Density (Arquitectura da Densidade) e 100×100.
Architecture of Density mostra-nos um olhar sobre estas cortinas opressivas de betão, que pintam um retrato dos padrões abstractos que apagam o céu da cidade.
Em 100×100, Wolfe realça 100 casas de famílias e indivíduos que têm todas 100 pés-quadrados (aproximadamente 9.3 metros quadrados).
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