Lado Esquerdo – “Queremos apostar na nossa língua, no nosso país”

| Abril 19, 2012 | Comentários

A banda portuense que é agora composta por 6 membros já realizou uma série de concertos nas FNAC’s de todo país e no Hard Club, no Porto. O Lado Esquerdo promete dar que falar, principalmente depois do concerto agendado para o próximo dia 27 de Abril, novamente no Hard Club, aquele que prometem ser o maior espectáculo de sempre. A Stand’Art Wall foi falar com esta jovem banda e mostra-te agora mais um grande Novo Talento português.

Stand’Art Wall: Porquê Lado Esquerdo?

Lado Esquerdo: O fundador deste projecto, o Alex, tinha há cerca de 3 anos um outro projecto musical, que considerava o seu “principal” projecto. Esse era, por assim dizer, o seu “braço direito” ou o seu “lado direito”, que ele sentiu a necessidade de complementar com um outro lado, a que chamou (o seu) Lado Esquerdo. É curioso que este Lado Esquerdo tome, agora, por completo, toda a sua dedicação musical, que resultou em tantas músicas que hoje temos no nosso repertório, que são na sua maioria originais dele.

 

S’A W: Em que género musical querem apostar?

L. E.: Dificilmente podemos escolher um único género musical que nos defina, porque dentro de todo o nosso repertório estão cobertos vários géneros, desde o rock alternativo de “Longe de Casa” até ao pop-rock de “Isso Não Quer Dizer Nada”, com passagens pelo blues, rock americano, etc. Generalizando, podemos, no entanto, considerar o nosso estilo como um pop-rock alternativo.

 

S’A W: Quais os vossos objectivos enquanto banda?

L. E.: Todo o nosso repertório é cantado em português porque queremos apostar na nossa língua, no nosso país. Obviamente que nos fascina a ideia de ir tocar a um festival mundial como o Rock in Rio, ou encher uma arena como a do Pavilhão Atlântico, mas entre nós temos consciência que devemos manter os pés assentes na terra, lutando primeiro para subir o próximo degrau, antes de pensar no final da escada. O nosso objectivo actual é encher o Hard Club, no Porto, pela segunda vez consecutiva, com um espectáculo que queremos que seja de alta qualidade.

 

S’A W: O que é que vos inspira?

L. E.: Fora do contexto musical, num contexto lírico, as letras são muito influenciadas pela praia, pelo sol e pelo mar. O tema “E o Sol Não Voltou” reflecte exactamente isto. Num contexto de inspiração para tocar e para continuar, obviamente que cada um tem a sua vida e isso é sempre muito determinante na energia que cada um traz para os ensaios. Mas penso que o que nos inspira mais no nosso dia-a-dia são momentos-chave que vão acontecendo: aqueles segundos de um solo de guitarra espectacular, aquela frase que nos faz sorrir, aquele ritmo que acelera a nossa pulsação ou simplesmente aquela expressão que um de nós fez a mostrar que está a adorar o que está a fazer e que põe a todos felizes e inspirados. E não podemos esquecer os concertos. Quando uma plateia cheia nos aplaude, canta connosco satisfeita com o que nós estamos a exteriorizar.

S’A W: Quais são as vossas referências musicais?

L. E.: Para responder a esta questão tenho de me pôr no lugar do Alex, que sendo o compositor da maioria do repertório será naturalmente a pessoa cujas inspirações mais nos influenciam. Musicalmente, toda a obra a solo do Tim (vocalista dos Xutos e Pontapés) e o próprio repertório dos Xutos e Pontapés têm muita influência. Claro que cada membro da banda traz os seus gostos consigo e deixa a sua marca pontualmente.

 

S’A W: Ouviremos sempre o Lado Esquerdo, exclusivamente, em língua portuguesa?

L. E.: Sempre. Todas as nossas músicas são cantadas na nossa língua. Mas, naturalmente, que isto não quer dizer que a música internacional não nos influencie. Pelo contrário, instrumentalmente, temos inúmeras inspirações de grandes artistas, desde Pink Floyd até John Mayer.

S’A W: A grande variedade de instrumentos compõem o vosso grupo é propositado para permitir procurar novos registos e ter o toque de inovação necessário, actualmente, na música portuguesa?

L. E.: De facto o Lado Esquerdo apresenta um largo conjunto de instrumentos diferentes. Na verdade quase todas as nossas músicas começaram por ser tocadas a quatro (piano/voz, guitarra, baixo, bateria) e à medida do tempo fomos experimentando outros instrumentos, muito por causa da nossa vertente acústica, e foi tudo correndo muito bem. Pretendemos efectivamente trazer inovação para a música portuguesa, que tem por si revelado uma miscelânea enorme de estilos nos últimos anos, mas ao contrário da maioria das bandas pretendemos não nos focar em um ou dois estilos, sendo que já hoje (e ainda mais no futuro) caracterizamo-nos pela versatilidade. E assim pretendemos evoluir no panorama musical nacional.

 

S’A W: Qual a maior dificuldade com que estão a encontrar para serem reconhecidos no panorama musical português?

L. E.: Não podemos dizer que estejamos a encontrar dificuldades. Estamos a realizar o nosso percurso normal de evolução, tendo até agora conseguido sempre cumprir as metas de curto prazo que definimos. Claro que se encontram crescentes dificuldades em receber propostas de agências e concertos devido ao panorama financeiro, mas mesmo assim vai-se conseguindo fazer as coisas. Estamos mais que dedicados e empenhados em continuar este trajecto de ascensão!

S’A W: O que acham da Stand’Art Wall?

L. E.: Reconhecemos que não conhecíamos o vosso site previamente a esta entrevista, mas ficamos muito surpreendidos pelo dinamismo e inovação que demonstram na vossa página. Pessoalmente, acho que é muito saudável que apresentem tanta versatilidade na informação que divulgam, não se focando em umas poucas áreas, abrangendo um grande conjunto de temas, que facilmente convencem quem visita a página a ficar a ler o que lá tem. E claro que a componente visual é determinante, e nesse aspecto o site está muito bem conseguido, muito atractivo ao olho!

 

Texto: Gonçalo Piriquito;

Revisão: Sara Cabral.

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Categoria: Música, Novos Talentos

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